3 de novembro de 2012

Opinião!

Primeiramente queria iniciar falando da saudade que estava de postar no blog. Há um bom tempo o deixei esquecido aqui, sem entender ao certo porquê. Então, após esse longo período afastada percebi que não postei mais nada porque havia outro lugar onde eu poderia expôr minhas opiniões e elas serem mais vistas, mais ''curtidas'' e mais comentadas... Facebook. O Ego e a vontade de ser ouvida falaram mais alto.
Mas, como tudo na vida... Ônus e bônus. Mais lida, mais elogiada, mais lida, mais criticada e por aí vai... Contudo, o ''face'' não é apenas um lugar de exposição de ideias, é uma rede social na qual nos conectamos com pessoas e compartilhamos uns com os outros nossa forma de pensar determinados assuntos. Esses ''outros'' em geral tendem a ser nossos amigos... Próximos ou distantes, conhecidos e familiares. O problema chega quando uma dessas coisas que compartilhamos (que eu costumo chamar de opinião) é sempre vista de forma negativa ou comprada, ou criticada, enfim.
Olha, eu sei o quão é difícil NÃO CRITICAR, quem me conhece sabe que eu mesma sou fogo, adoro dar um ''pitaco'', dizer que fulano não deveria ter feito isso ou aquilo... E justamente por essa razão, por adorar dar meu pitaco eu me obrigo a respeitar o ''pitaco'' do outro, a entender... E muitas vezes graças a ouvir o próximo os meus conceitos vão se modificando, vou me dobrando e eu vou mudando... Sem vergonha alguma de me transformar.
Se vejo uma opinião diferente da minha eu questiono, eu rebato... Mas nem por isso saio detestando ou fazendo fofoquinha de quem a publicou, do que disse ou pensa... A menos é claro que seja algo do tipo... "A Ana é uma vaca!'' (hehehe) o que pelo menos nunca aconteceu.
Então, para não ser mais ''mal vista'' pelos meus queridos amigos e familiares que tem opiniões distintas das minhas eu estou saindo do face e expondo minhas opiniões apenas aqui ( afinal, calada é que eu não consigo ficar).
É uma lição difícil, confesso que faz pouco que a entendi, mas aprendi e não perdi uma amizade!

Vale a reflexão!

Beijos pra Jô!!!

28 de agosto de 2011

Máscaras caem... Eu prefiro a tatuagem!

Certamente já perdi a conta de quantas postagens falando deste assunto eu já fiz aqui. Mas devido ao tempo que estou sem atualizar o blog, situações diversas se acumularam dentro de mim, e aqui estou. Para usufruir do meu blog, para desabafar, para jogar a cacaca no ventilador, como assim diz um amigo meu. 
HIPOCRISIA!
Acho que agora o universo inteiro pode vestir a carapuça, até mesmo eu. Afinal, quem não tem um lado hipócrita?! Mas... Acho que tudo tem limites, não?
De forma alguma estou falando de falsidade entre as relações da sociedade, mas falo de hipocrisias a respeito de próprias convicções. Estou farta, MUITO farta, (enojada seria a palavra mais correta) de ver montes e montes de pessoas falando de comportamentos lindos, atitudes evoluídas mas que no fundo, ELAS próprias não acreditam nestas virtudes, nas próprias certezas. Parece até comodidade, pois se quer vejo um esforço para mudanças de comportamento. E falo mais, falo mais porque vivo com a minha caveira feita, e não tenho mais nada a perder. HSAUIHUSAISUAI
Comecemos pela faculdade... Todos meus professores querem que, ao irmos para a sala de aula, sejamos professores diferentes, sejamos mais dinâmicos. Porém, destes TODOS, apenas metade da metade SÃO professores diferentes, são dinâmicos. 

E nas religiões? Onde deve ser um lugar acolhedor, onde todos deveriam ser tratados de igual para igual, sem preferências, sem preconceitos, sem exigências comportamentais para sermos bem acolhidos... Muitas vezes encontramos o contrário! Que me desculpem aqueles que um dia me acolheram, mas não é o que eu tenho visto... Pelo menos, a partir do momento que passei a não concordar... ! :s
Mais uma vez vou repetir a seguinte frase: Não exijo a perfeição de ninguém, pois nem eu mesma sou perfeita. Mas acredito, que há limites para defeitos, que há limites para não seguirmos aquilo que julgamos ser correto. 

Estou muito cansada dessa falta de valores verdadeiros, sim.. Verdadeiros. Pois sair dizendo isso e aquilo é muito fácil... Quero ver fazer! Quero ver respeitar, quero ver olhar, compreender! Quero ver pessoas felizes sem que para isso precisem deixar outras infelizes, quero ver família, união... Sei que estou sendo repetitiva, sei que posso estar crucificando a mim mesma... Mas eu precisava dizer! 

Mais um dia sem falar, eu guardaria... Assim como já tenho guardadas tantas outras coisas!

É aquela velha frase de Mahatma Gandhi: ''Seja a mudança que você deseja ver no mundo!''
#ficaadica

25 de maio de 2011

LIVRO DO MEC

Argumentos próprios não me faltam, mas sei que ao me apoiar em bons embasamentos teóricos, minhas ideias terão mais valor. Por isso, trago aqui um dos melhores linguístas do Brasil e não um dos ''melhores'' jornalistas da Globo.
POLÊMICA OU IGNORÂNCIA?
DISCUSSÃO SOBRE LIVRO DIDÁTICO SÓ REVELA IGNORÂNCIA DA GRANDE IMPRENSA
Marcos Bagno
Universidade de Brasília
Para surpresa de ninguém, a coisa se repetiu. A grande imprensa brasileira mais uma vez exibiu sua ampla e larga ignorância a respeito do que se faz hoje no mundo acadêmico e no universo da educação no campo do ensino de língua.
Jornalistas desinformados abrem um livro didático, leem metade de meia página e saem falando coisas que depõem sempre muito mais contra eles mesmos doque eles mesmos pensam (se é que pensam nisso, prepotentemente convencidos que são, quase todos, de que detêm o absoluto poder da informação).
Polêmica? Por que polêmica, meus senhores e minhas senhoras? Já faz mais de quinze anos que os livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no
mercado e avaliados e aprovados pelo Ministério da Educação abordam o tema da variação linguística e do seu tratamento em sala de aula. Não é coisa de
petista, fiquem tranquilas senhoras comentaristas políticas da televisão brasileira e seus colegas explanadores do óbvio.
Já no governo FHC, sob a gestão do ministro Paulo Renato, os livros didáticos de português avaliados pelo MEC começavam a abordar os fenômenos da
variação linguística, o caráter inevitavelmente heterogêneo de qualquer língua viva falada no mundo, a mudança irreprimível que transformou, tem
transformado, transforma e transformará qualquer idioma usado por uma comunidade humana. Somente com uma abordagem assim as alunas e os
alunos provenientes das chamadas “classes populares” poderão se reconhecer no material didático e não se sentir alvo de zombaria e preconceito. E, é claro,
com a chegada ao magistério de docentes provenientes cada vez mais dessas mesmas “classes populares”, esses mesmos profissionais entenderão que seu
modo de falar, e o de seus aprendizes, não é feio, nem errado, nem tosco, é apenas uma língua diferente daquela – devidamente fossilizada e conservada
em formol – que a tradição normativa tenta preservar a ferro e fogo, principalmente nos últimos tempos, com a chegada aos novos meios de
comunicação de pseudoespecialistas que, amparados em tecnologias inovadoras, tentam vender um peixe gramatiqueiro para lá de podre.
Enquanto não se reconhecer a especificidade do português brasileiro dentro do conjunto de línguas derivadas do português quinhentista transplantados para as colônias, enquanto não se reconhecer que o português brasileiro é uma língua em si, com gramática própria, diferente da do português europeu, teremos de conviver com essas situações no mínimo patéticas.
A principal característica dos discursos marcadamente ideologizados (sejam eles da direita ou da esquerda) é a impossibilidade de ver as coisas em
perspectiva contínua, em redes complexas de elementos que se cruzam e entrecruzam, em ciclos constantes. Nesses discursos só existe o preto e o
branco, o masculino e o feminino, o mocinho e o bandido, o certo e o errado e por aí vai.
Darwin nunca disse em nenhum lugar de seus escritos que “o homem vem do macaco”. Ele disse, sim, que humanos e demais primatas deviam ter se
originado de um ancestral comum. Mas essa visão mais sofisticada não interessava ao fundamentalismo religioso que precisava de um lema distorcido
como “o homem vem do macaco” para empreender sua campanha obscurantista, que permanece em voga até hoje (inclusive no discurso da
candidata azul disfarçada de verde à presidência da República no ano passado).
Da mesma forma, nenhum  linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais
distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz
parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da
gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é
dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-la
TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assiti ao filme,
que a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três
gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo) é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews, ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe
devolvo a pergunta: “E as concordâncias, como é que ficam então?



16 de maio de 2011

Obras na alma.

       Faz tempo que eu pensei em escrever sobre isso aqui no blog. Mas achei meio tosco, mas parece que a analogia que vou apresentar agora me persegue e pede para que eu escreva sobre ela.
    É assim, sempre no meu trajeto para a faculdade o ônibus passa pela construção de um mega condomínio, e eu, embora falte um tanto as aulas, estou acompanhando o desenvolvimento de toda essa obra. Então, sempre que passo alí na frente, eu fico analisando e pensando como ficará a arquitetura quando pronta. Tenho certeza que vai ficar linda, diferente, e que chamará muita atenção, pois o esqueleto da obra é feio. 
     Agora eu peço ajuda de vocês, vamos pensar de uma maneira bem fria e calculista: Toda obra esquisita, fica bonita. Toda obra incomoda, não só os vizinhos (estou passando por isso) como também o dono da obra. Parece que não vai acabar nunca, parece que se está fazendo investimentos em vão, muitas vezes é necessário quebrar coisas que acabamos de fazer, mas que fizemos errado.
     Há também, aquelas almas mais difíceis de reconstruir... Muitas vezes os donos não permitem a entrada de pedreiros, ou então... As paredes não muito duras, é necessário muita pancada para sair dali...
     (...)
     (...)
     (...)
      Esta postagem estava há muito tempo guardada no arquivo do meu blog e agora resolvi terminá-la. Pois agora, boa parte do condomínio, está pronto. E sabe o que aconteceu? Bom... O lugar é tão lindo, que se valorizou, ficou caro e poucas pessoas tem dinheiro para investir lá... Tomara que não acabe sendo esquecido, tomara que não seja invadido por sem-terras, tomara que encontre moradores dignos... De tanto investimento! 

7 de fevereiro de 2011

Feliz 2011!

Tenho até vergonha. 07/02/2011 eu faço a minha primeira postagem do ano no blog. Mas nem por isso deixarei de desejar um Feliz 2011, afinal ainda temos longos meses pela frente.
Estou até perdendo a prática da escrita, não me lembro o certo como iniciar um assunto sem parecer afobada para falar dele. Então, vamos com afobação mesmo.
Na última sexta-feira, tive a felicidade de assistir uma palestra de Fabrício Carpinejar. Excêntrico, inteligente e com grande sensibilidade para compreender a alma feminina.
O tema de sua palestra era o seu novo livro ''Mulher Perdigueira'', que obviamente já encontra-se em minhas mãos.
Ainda estou começando a ler, mas já estou apaixonada e identificada com cada crônica lida. Vai aí um trecho do prefácio:

''A mulher perdigueira sofre um terrível preconceito com o amor. Como se fosse um crime desejar alguém com toda intensidade. 
 Ela não deveria confessar o que pensa ou exigir mais romance. Tem que se controlar, fingir que não está incomodada, mentir que não ficou machucada por alguma grosseria, omitir que não viu a cantada do parceiro para outra.
Ela é vista como uma figura perigosa. Não pode criar saudade das banalidades, extrapolar a cota de telefonemas e perguntas. É condenada a se desculpar pelo excesso de cuidado. Pedir perdão pelo ciúme, pelo descontrole e pela insistência de sua boca.
(...)
Amar não é um vexame. Escândalo mesmo é a indiferença''

Deu para sentir a minha afinidade com o livro?
Bom, por enquanto é isso. Seguirei lendo, para  em breve fazer uma postagem sobre uma das maravilhosas crônicas.

Beijos, mulher perdigueira!

p.s: minha net aqui do Cassino é horrível. Por isso, a postagem está sem imagem. (tentei colocar a capa do livro)